terça-feira, 23 de maio de 2017
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Tarte de Santiago
A tarte de Santiago é uma sobremesa tradicional da Galiza, de Santiago de Compostela, podendo ser encontrada por toda a Espanha. Os ingredientes principais deste doce são a amêndoa e os ovos.
Este doce é uma herança dos judeus sefarditas. Era uma das sobremesas típica da Páscoa judia: a farinha era substituída por pasta de amêndoa por ser proibido usar leveduras/fermentos.
As primeiras receitas fiáveis provêm de notas de Luis Bartolomé de Leybar, datando de 1838, sob a designação de "Tarta de Amêndoa".
A origem da Cruz de Santiago representada na sua superfice data de 1924, ano em que a confeitaria "Casa Mora" de Santiago de Compostela começa a enfeitar as tortas de amêndoa com aquela que viria a ser a sua silhueta característica.
Em 3 de Março de 2006, a Torta de Santiago passou a ser uma Denominação de origem protegida, com o Estado a regular as exactas medidas e os de ingredientes que a tarte deve ter na sua confecção para ser considerada a verdadeira tarte de Santiago. Uma dessas medidas diz que a tarte nunca poderá levar farinha na sua confecção e a quantidade de amêndoas deve representar pelo menos 33% do peso total da tarte.
A autêntica Tarta de Santiago deve ser redonda com a silhueta da cruz de Santiago de Compostela desenhada na superfície com açúcar em pó.
250 g de farinha de amêndoa
5 ovos
250 g de açúcar
Casca de 1 um limão (sem parte branca)
Açúcar em pó q.b.
Molde da Cruz de Santiago
Na Bimby:
Pré-aqueça o forno a 170C º.
Barre um tarteira de fundo amovível com manteiga, forre com papel vegetal e volte a barrar com manteiga.
Coloque no copo o açúcar e pulverize 10 segundos/ velocidade 10.
Adicione a casca de limão e volte a programar 10 segundos/ velocidade 10.
Acrescente os ovos e programe 110 segundos/ velocidade 4.
Acrescentar as amêndoas moídas e programar 5 segundos/ velocidade 4.
Coloque o preparado na tarteira e leve ao forno cerca de 15 minutos a 20 minutos.
Retire, deixe arrefecer um pouco, coloque o molde em cima e polvilhe com açúcar em pó.
Método tradicional:
Pré-aqueça o forno a 170C º.
Barre um tarteira de fundo amovível com manteiga, forre com papel vegetal e volte a barrar com manteiga.
Bata muito bem os ovos com o açúcar.
Adicione a raspa da casca do limão e a farinha de amêndoa.
Coloque o preparado na tarteira e leve ao forno cerca de 15 minutos a 20 minutos.
Retire, deixe arrefecer um pouco, coloque o molde em cima e polvilhe com açúcar em pó.
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Bolas de malabarismo
Há umas semanas, o G. teve uma actividade do circo na escola, tendo tido oportunidade de aprender a fazer molas de malabarismo com balões e arroz. Gostou tanto que quis replicar a actividade em casa, fazendo mais bolas para ele e para o irmão.
3. Retire o ar ao balão.
6. Para o efeito de bola ninja, corte duas extremidades de um balão de outra cor, e envolva a bola, tapando o orifício.
BOLAS DE MALABARISMO
Material necessário:
Arroz (ou alpista)
Balões de várias cores
Tesoura
Funil
Uma garrafa pequena
Uma chávena de café
1. Comece por encher uma chávena de café com arroz. Com a ajuda do funil, coloque esse arroz dentro da garrafa.
2. Encha o balão, dê duas voltas, para o ar nao sair e encaixe-o no gargalo da garrafa. Desenrole e deixe que o arroz passe para dentro do balão.
3. Retire o ar ao balão.
4. Com a tesoura, corte a parte comprida do balão.
5. Corte a parte comprida de mais dois balões da mesma cor e envolva a bola. Tenha cuidado para que os orifícios dos balões não fiquem na mesma posição
6. Para o efeito de bola ninja, corte duas extremidades de um balão de outra cor, e envolva a bola, tapando o orifício.
7. Para o efeito de bola bicolor, corte a parte comprida de um balão de outracor e envolva a bola, tendo o cuidado de não sobrepor os orifícios.
segunda-feira, 15 de maio de 2017
O Pudim de pão mais delicioso de todos!
Esta receita supera todas as outras receitas de pudim de pão que já fiz. Quem não sabe que leva pão, nem acredita. Fica um pudim muito cremoso. É mesmo de lamber os beiços!
1 l de leite
100 g de açúcar
1 lata de leite condensado
250 ml de leite de coco
5 ovos
100 g de açúcar
1 lata de leite condensado
250 ml de leite de coco
5 ovos
Caramelo líquido q.b.
Na Bimby:
Pré- aqueça o forno a 180º.
Demolhe o pão em 250 ml de leite. Reserve.
Coloque no copo o restante leite e o açúcar. Aqueça 5 minutos/ 90ºC / velocidade 1.
Adicione o pão, o leite condensado e o leite de coco. Triture 10 segundos/ velocidade 7.
Adicione os ovos e misture 10 segundos/ velocidade 6.
Coloque o pudim na forma, previamente caramelizada, tape e leve ao forno em banho-maria por 50 a 60 minutos.
Retire e deixe arrefecer.
Leve ao frigorífico por pelo menos 3 horas. O ideal é fazer de véspera.
Desenforme no momento de servir.
Método tradicional:
Pré- aqueça o forno a 180º.
Demolhe o pão em 250 ml de leite e reserve.
Misture o leite e o açúcar e bata com a batedeira.
Junte o leite condensado, o leite de coco e o pão ao preparado anterior e misture tudo com a ajuda da varinha mágica.
Adicione os ovos e volte a misturar muito bem.
Coloque o pudim na forma, previamente caramelizada, e leve ao forno em banho-maria por 50 a 60 minutos.
Retire e deixe arrefecer.
Leve ao frigorífico por pelo menos 3 horas. O ideal é fazer de véspera.
Desenforme no momento de servir.
terça-feira, 9 de maio de 2017
Bois Jacques / Bois de la Paix
Uma visita a Bastogne e aos seus lugares históricos só está completa depois de se passar pelo Bosque da Paz (Bois Jacques ou Bois de la Paix)
Ainda no museu perguntámos qual o caminho para Bois Jacques. Deram-nos uma explicação e um mapa e metemo-nos a caminho.
Para além de um pequeno monumento na beira da estrada, dedicado a todos os soldados americanos que ali perderam a vida, há uma imensa
floresta e é nela que deve passar algum tempo.
Estacionámos o carro e fomos à descoberta.
Ainda é possível vestígios das trincheiras cavadas pelos soldados.
Pensar que onde agora o impera silêncio e uma imensa paz, já reinou o caos, a nviolência e a tristeza...
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Beijos, Paz e Memórias
Quem não conhece esta fotografia, conhecida por "The Kiss" ou "Embracing Peace"? Esta foto foi tirada por Alfred Eisenstaedt em Nova York, na Times Square, no dia em que o povo americano comemorava, em euforia, a rendição do Japão.
Pois em Bastogne, mesmo ao lado do Museu da Guerra, foi colocada uma réplica de 8 metros (e 13 toneladas de peso!). É imponente!

Perto do museu fica também o memorial dos soldados americanos mortos durante a batalha das Ardenas.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Museu da Guerra em Bastogne
Eu
sei.. eu sei que reclamo muito, que digo contantemente que preferia
viver em Portugal.. mas não posso negar que, viver no centro da Europa, tem certas vantagens. Como esta de, apenas de carro, chegarmos com bastante rapidez a qualquer lado.
Se na semana passada escolhemos a Alemanha para um dia diferente, nesta aproveitámos o feriado do 1 de Maio para irmos até Bastogne, na Bélgica. Há muito que lá queria regressar para visitar o museu da Segunda Guerra, o único que ainda não conheciamos, já que da primeira vez que visitámos a cidade, o mesmo se encontrava encerrado para obras.
Toda a acção do museu é-nos apresentada pelos olhos e
ponto de vista de quatro personagens: Robert Keane, um soldado
americano, Hans
Wegmüller, um soldado alemão, Mathilde Devilles, uma professora primária
de
Bastogne e Émile Mostade, um menino de 13 anos, aluno da professora
Mathilde. Soubemos, mais tarde, que algumas destas personagens foram criadas tendo por base pessoais reais.
Existem áudio-guias disponíveis em francês, inglês, holandês e alemão.
Se na semana passada escolhemos a Alemanha para um dia diferente, nesta aproveitámos o feriado do 1 de Maio para irmos até Bastogne, na Bélgica. Há muito que lá queria regressar para visitar o museu da Segunda Guerra, o único que ainda não conheciamos, já que da primeira vez que visitámos a cidade, o mesmo se encontrava encerrado para obras.
Existem áudio-guias disponíveis em francês, inglês, holandês e alemão.
A viagem por este museu começa com uma abordagem profunda a todos os eventos e circunstâncias que
conduziram à 2ª Grande Guerra e como é que ela se foi desenrolando.
O ponto alto é a reconstituição da Batalha das Ardenas (uma batalha decisiva para a derrota da Alemanha).
Em Dezembro de 1944 os exércitos aliados já haviam libertado grande parte da Europa Ocidental, fazendo as tropas alemãs retroceder. Mas Hitler negava-se a aceitar a derrota. Meses antes, havia planeado um ataque através da floresta das Ardenas. O objetivo era capturar os portos da Antuérpia, e isolar as forças aliadas de sua base de mantimentos.
Para chegar a região desejada antes que os Aliados pudessem reagrupar-se e usar toda vantagem da sua superioridade aérea, as forças alemãs tinham que tomar as principais estradas da Bélgica. Como sete delas passavam por Bastogne, o controle dessa cidade passou a ser prioridade para os alemães.
O ataque, iniciado em 16 de dezembro de 1944, apanhou os Aliados completamente desprevenidos: depois do desembarque na Normandia, das sucessivas vitórias que iam obrigando as tropas alemãs a recuar, já davam a guerra quase como terminada e ganha. Por isso ninguém estava à espera. Nessa madrugada, começava a batalha de Ardenas, a derradeira contra-ofensiva de Hitler na Segunda Guerra Mundial.
O avanço alemão foi vigoroso e veloz, conseguindo penetrar nas linhas do inimigo e conquistar algumas cidades, capturando dezenas de prisioneiros. Apenas o mau tempo do inverno rigoroso na região atrasava as operações.
O General Eisenhower enviou para as Ardenas duas divisões aerotransportadas que estavam na reserva do Grupo de Exército Aliado: os paraquedistas da 101° Divisão aerotransportada (famosos por nunca terem perdido uma batalha e peritos em estratégias para anular o inimigo) e o 705° batalhão anti-tanque.
Ambos chegaram a Bastogne na madrugada do dia 19 de dezembro. Foram mandados para a linha a leste de Foy. Lá chegados, cavaram trincheiras pra se proteger, cobrindo-as com ramos de árvores caídos de ataques anteriores.
No dia 21, Bastogne ficou cercada e os soldados encurralados nas matas das Ardena, sem mantimentos e munições. O mau tempo e a neblina que pairava, impediam a chegada de mantimentos por via aérea.
No dia seguinte, o tempo melhorou e os mantimentos foram lançados de páraquedas, o que garantiu a resistência. No dia 23, o tempo abriu e permitiu a realização de ataques aéreos implacáveis contra as tropas alemães.
Na véspera de Natal, a ofensiva foi detida devido às grandes perdas de soldados e veículos. Para dificultar, o avanço alemão fora tão rápido, que se tinham distanciado das linhas de suprimentos, causando escassez de combustível.
No dia 26, o 3º Exército norte-americano, do General Patton, vindo do sul, lançou-se contra o inimigo ao redor da cidade e terminou, definitivamente, com o cerco, obrigando as tropas alemãs a recuar e a abandonar a região.
Esta história é contada na minissérie “Band of Brothers”, de Steven Spielberg e Tom Hanks.
Outro momento emotivo é a reconstituição dos bombardeamentos na cidade de Bastogne: dentro de um café, vivemos a experiência do que terão sentido todos os civis que se abrigaram na adega durante aquelas horas intermináveis e terríveis.
O que achei do museu? são quase 3 horas de emoção! é um local a visitar! bastante interativo, com uma série de peças originais da época, de
fotografias, e de testemunhos de sobreviventes...
E como o saber não ocupa lugar, deixo-vos aqui algumas curiosidades:
- O General Patton está sepultado no cemitério americano, aqui no Luxemburgo, local que já tivemos oportunidade de conhecer (em breve farei um post sobre isso). É o único general americano de 5 estrelas enterrado fora dos Estados Unidos, porque ele preferiu ser enterrado junto aos seus homens.
- Voie de la Liberté/ Liberty Road / Estrada da Liberdade - é um caminho que marca a rota das tropas aliadas desde o Dia D (6 de Junho de 1944). Começa na Normandia, em Sainte-Mère-Église, atravessa para Metz (França), passa pelo Luxemburgo e termina em Bastogne (km 1147) . Cada km está devidamente assinalado com um marcador. Aqui no Luxemburgo há um perto da Gare. Agora vou andar mais atenta e tentar descobrir outros
- Esta história é contada no museu, na reconstituição dentro do café. Comoveu-me verdadeiramente e pelos vistos é verdadeira: em janeiro de 1945, o Sr. Schmitz, um professor primário de Champs (perto de Bastogne) encontrou o seguinte texto, escrito no quadro preto da sala de aula, por um oficial alemão:
"(...) May the world never again live through such a Christmas night. Nothing
is more horrible than meeting one's fate, far from mother, wife and
children. Is it worthy of man's destiny to bereave a mother of her son, a
wife of her husband, or children of their father? Life was bequeathed
to us in order that we might love and be considerate to one another.
From the ruins, out of blood and death shall come forth a brotherly
world (...)"
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















































