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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Igreja do Nosso Senhor do Sótão


   O post de hoje começa na Holanda, em plena Reforma Protestante (séc. XVII), com os católicos proibidos de celebrar os seus rituais em público.
   Em resposta a essa proibição, começaram a surgir numerosas  igrejas clandestinas nos sótãos de alguma casa. Apesar de serem igrejas “escondidas”, ela não eram secretas: a sociedade holandesa, já bastante tolerante, aceitava a prática católica, sob a condição de que os fiéis mantivessem a discrição.
      Jan Hartman foi um próspero mercador de tecidos, que fez fortuna como cobrador de impostos. Imigrante alemão, católico fervoroso Jan comprou três casas adjacentes de entre 1661 e 1663 supervisionou a conversão dos três andares superiores numa igreja magnífica, escondida atrás da fachada da casa. 
   Assim nascia a Ons’ Lieve Heer op Solder ou a Igreja do Nosso Senhor do Sótão.  





                                         

   Vista de fora, parece ser só mais uma pitoresca casa de canal. Por dentro, ao cimo de uma escada bem íngreme, espera-nos um cenário de pompa e opulência, uma igreja completa. Um verdadeiro tesouro escondido!

                           

   Actualmente, a casa é um museu, formado pela casa e pela igreja. A visita começa com um passeio pela casa, e termina no sótão. Ficamos com uma ideia de como seria a vida em pleno séc. XVII.

                                        





   A igreja no sótão mantém-se próxima da sua condição original. Ela é primorosamente decorada e ainda contém muitos dos artefactos preciosos, obras de arte e detalhes do início da Era de Ouro.
   Uma visita imperdível! 










terça-feira, 17 de outubro de 2017

A Anne no "Madame Tussauds"

   A visita ao "Madame Tussauds" é sempre uma diversão. Mas este cantinho é o que mais gosto. A estátua da Anne é tão real que é impossível não nos emocionarmos na sua presença! 




Mais detalhes do museu, aqui

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O regresso ao anexo secreto



"Para construir um futuro, é necessário conhecer o passado" (Otto Frank, 1967)

   Há 4 anos, visitámos o Anexo, com o G. e o Z. ainda bem pequenos. Para mim já não era uma estreia, mas a emoção sentida foi como se pisasse aquele local pela primeira vez.
   Esperámos mais uns aninhos para regressámos. Os meus rapazes, sempre agitados, brincalhões e alegres, renderam-se ao ambiente que reina naquele espaço: fizeram a visita em silêncio, prestaram atenção a tudo, ouviram atentamente o texto dos audio-guias, questionaram-nos...  
   Sei que os meus filhos cresceram com esta experiência. No alto da sua sabedoria de criança, sei que assimilaram e retiveram o essencial. E apesar de as suas vidas terem regressado à rotina de uma infância feliz e despreocupada, tenho firme certeza que não irão esquecer esta verdadeira lição de vida e de história. Que orgulho nestes dois seres humanos maravilhosos!!! 

PS: Como é proibido tirar fotos, deixo-vos alguns links com informação sobre a Anne e sobre o esconderijo secreto da família Frank. Conseguem até fazer uma visita virtual ao espaço!

terça-feira, 9 de maio de 2017

Bois Jacques / Bois de la Paix

   Uma visita a Bastogne e aos seus lugares históricos só está completa depois de se passar pelo Bosque da Paz (Bois Jacques ou Bois de la Paix)
   Ainda no museu perguntámos qual o caminho para Bois Jacques. Deram-nos uma explicação e um mapa e metemo-nos a caminho. 


   Para além de um pequeno monumento na beira da estrada, dedicado a todos os soldados americanos que ali perderam a vida, há uma imensa floresta e é nela que deve passar algum tempo.



  
Estacionámos o carro e fomos à descoberta. 



Ainda é possível vestígios das trincheiras cavadas pelos soldados.





   Pensar que onde agora o impera silêncio e uma imensa paz, já reinou o caos, a nviolência e a tristeza... 



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Beijos, Paz e Memórias

   Quem não conhece esta fotografia, conhecida por "The Kiss" ou "Embracing Peace"?  Esta foto foi tirada por Alfred Eisenstaedt em Nova York, na Times Square, no dia em que o povo americano comemorava, em euforia, a rendição do Japão.


   Pois em Bastogne, mesmo ao lado do Museu da Guerra, foi colocada uma réplica de 8 metros (e 13 toneladas de peso!). É imponente!



Perto do museu fica também o memorial dos soldados americanos mortos durante a batalha das Ardenas.


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Museu da Guerra em Bastogne

   Eu sei.. eu sei que reclamo muito, que digo contantemente que preferia viver em Portugal.. mas não posso negar que, viver no centro da Europa, tem certas vantagens. Como esta de, apenas de carro, chegarmos com bastante rapidez a qualquer lado.
   Se na semana passada escolhemos a Alemanha para um dia diferente, nesta aproveitámos o feriado do 1 de Maio para irmos até Bastogne, na Bélgica. Há muito que lá queria regressar para visitar o  museu da Segunda Guerra, o único que ainda não conheciamos, já que da primeira vez que visitámos a cidade, o mesmo se encontrava encerrado para obras. 




    Toda a acção do museu é-nos apresentada pelos olhos e ponto de vista de quatro personagens: Robert Keane, um soldado americano, Hans Wegmüller, um soldado alemão, Mathilde Devilles, uma professora primária de Bastogne e Émile Mostade, um menino de 13 anos, aluno da professora Mathilde. Soubemos, mais tarde, que algumas destas personagens foram criadas tendo por base pessoais reais. 
    Existem áudio-guias disponíveis em francês, inglês, holandês e alemão.



   A viagem por este museu começa com uma abordagem profunda a todos os eventos e circunstâncias que conduziram à 2ª Grande Guerra e como é que ela se foi desenrolando. 









   O ponto alto é a reconstituição da Batalha das Ardenas (uma batalha decisiva para a derrota da Alemanha). 



  
   Em Dezembro de 1944 os exércitos aliados já haviam libertado grande parte da Europa Ocidental, fazendo as tropas alemãs retroceder.  Mas Hitler negava-se a aceitar a derrota. Meses antes, havia planeado um ataque  através da floresta das Ardenas. O objetivo era capturar os portos da Antuérpia, e isolar as forças aliadas de sua base de mantimentos.  
   Para chegar a região desejada antes que os Aliados pudessem reagrupar-se e usar toda vantagem da sua superioridade aérea, as forças alemãs tinham que tomar as principais estradas da Bélgica. Como sete delas passavam por Bastogne, o controle dessa cidade passou a ser prioridade para os alemães.  
   O  ataque, iniciado em 16 de dezembro de 1944, apanhou os Aliados completamente desprevenidos: depois do desembarque na Normandia, das sucessivas vitórias que iam obrigando as tropas alemãs a recuar, já davam a guerra quase como terminada e ganha. Por isso ninguém estava à espera. Nessa madrugada, começava a batalha de Ardenas, a derradeira contra-ofensiva de Hitler na Segunda Guerra Mundial. 
   O avanço alemão foi vigoroso e veloz, conseguindo penetrar nas linhas do inimigo e conquistar algumas cidades, capturando dezenas de prisioneiros. Apenas o mau tempo do inverno rigoroso na região atrasava as operações. 


   O General Eisenhower enviou para as Ardenas duas divisões aerotransportadas que estavam na reserva do Grupo de Exército Aliado: os paraquedistas da 101° Divisão aerotransportada (famosos por nunca terem perdido uma batalha e peritos em estratégias para anular o inimigo) e o 705° batalhão anti-tanque. 
Ambos chegaram a Bastogne na madrugada do dia 19 de dezembro.  Foram mandados para a linha a leste de Foy. Lá chegados, cavaram trincheiras pra se proteger, cobrindo-as com ramos de árvores caídos de ataques anteriores. 
    No dia 21, Bastogne ficou cercada e os soldados encurralados nas matas das Ardena, sem mantimentos e munições. O mau tempo e a neblina que pairava, impediam a chegada de mantimentos por via aérea.


   No dia seguinte, o tempo melhorou e os mantimentos  foram lançados de páraquedas, o que garantiu a resistência. No dia 23,  o tempo abriu e permitiu a realização de ataques aéreos implacáveis contra as tropas alemães. 

   Na véspera de Natal,  a ofensiva foi detida devido às grandes perdas de soldados e veículos. Para dificultar, o avanço alemão fora tão rápido, que se tinham distanciado das linhas de suprimentos, causando escassez de combustível. 
   No dia 26, o 3º Exército norte-americano, do General Patton, vindo do sul, lançou-se contra o inimigo ao redor da cidade e terminou, definitivamente, com o cerco, obrigando as tropas alemãs a recuar e a abandonar a região.
   Esta história é contada na minissérie Band of Brothers”, de Steven Spielberg e Tom Hanks.


   Outro momento emotivo é a reconstituição dos bombardeamentos na cidade de Bastogne: dentro de um café, vivemos a experiência do que terão sentido todos os civis que se abrigaram na adega durante aquelas horas intermináveis e terríveis.


O que achei do museu? são quase 3 horas de emoção! é um local a visitar! bastante interativo, com uma série de peças originais da época, de fotografias, e de testemunhos de sobreviventes...







   No fim só pensava no bom que é poder proporcionar aos meus pequenos estas experiências! Melhor que aprender história pelos manuais, é poder ir aos locais onde tudo aconteceu. Ter a oportunidade de visitar espaços como este, sensibiliza-nos e faz-nos pensar ... somos pessoas diferentes, quando regressamos a casa . .. 

  E como o saber não ocupa lugar, deixo-vos aqui algumas curiosidades:



- O General Patton está sepultado no cemitério americano, aqui no Luxemburgo, local que já tivemos oportunidade de conhecer (em breve farei um post sobre isso). É o único general americano de 5 estrelas enterrado fora dos Estados Unidos, porque ele preferiu ser enterrado junto aos seus homens. 




- Voie de la Liberté/ Liberty Road Estrada da Liberdade - é um caminho que marca a rota das tropas aliadas desde o Dia D (6 de Junho de 1944). Começa na Normandia, em Sainte-Mère-Église, atravessa para Metz (França), passa pelo Luxemburgo e termina  em Bastogne (km 1147) . Cada km está devidamente assinalado com um marcador. Aqui no Luxemburgo há um perto da Gare. Agora vou andar mais atenta e tentar descobrir outros






 - Esta história é contada no museu, na reconstituição dentro do café. Comoveu-me verdadeiramente e pelos vistos é verdadeira: em janeiro de 1945, o Sr. Schmitz, um professor primário de Champs (perto de Bastogne) encontrou o seguinte texto, escrito no quadro preto da sala de aula, por um oficial alemão  

"(...) May the world never again live through such a Christmas night. Nothing is more horrible than meeting one's fate, far from mother, wife and children. Is it worthy of man's destiny to bereave a mother of her son, a wife of her husband, or children of their father? Life was bequeathed to us in order that we might love and be considerate to one another. From the ruins, out of blood and death shall come forth a brotherly world (...)"




 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Gondwana

   Sábado passado fomos descobrir o museu Gondwana. O dia não convidava a actividades ao ar livre (por aqui primavera tem andado mascarada de inverno, uma autêntica "Primaverno"!) e bastou esse motivo para nos decidirmos a ir conhecer o espaço. Apesar de se localizar na Alemanha, em Schiffweiler, não fica muito longe daqui (cerca de 100 km). 




   Digo-vos que valeu a pena! os rapazes adoraram e nós também! é um museu envolvente, cuja ideia principal é a de trazer, até aos dias de hoje, a história dos dinossauros, recriando as paisagens, os sons e cheiros, numa série de ambientes, povoados por animais robóticos, verdadeiramente convincentes!!! Cheguei a esquecer-me de que eram meros "bonecos", acreditem! 













    Interessante e especial é também a experiência da viagem no tempo: a "ZERA - Time-Express Travel Agency" guia-nos a alguns momentos importantes na evolução dos mamíferos e da humanidade. Os sons, as luzes ajudam a que tudo seja perfeito!







    É possível ainda visionar dois filmes (em 3D e 4D) e ainda ter uma experiência verdadeiramente arrepiante com o megalodonte, o maior tubarão que já viveu na Terra e um dos maiores predadores vertebrados da história.

   Foi um dia em cheio! 

  


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